Gênesis

Gênesis

Este primeiro livro da bíblia é considerado por muitos como o livro mais importante da bíblia pelo fato embasar as grandes doutrinas bíblicas que se conhece. Buscando fugir de uma ênfase exagerada ao valor de gênesis em detrimento aos demais livros das Sagradas Escrituras, podemos afirmar que esse é um livro chave para que possamos entender a criação, o pecado, a natureza humana, o plano de redenção para a humanidade, a soberania de Deus, a eleição, etc. Sem um bom entendimento do livro de gênesis teremos uma grande dificuldade para entendermos de forma correta os demais livros do Antigo e do Novo Testamento.

Título

A palavra Gênesis (γενεσις) é um termo grego que significa origem. É o livro das origens. Bíblia Hebraica, este livro tem como título a sua primeira palavra, Bereshit (בראשית), comumente traduzida por “No princípio” (1.1).
O Livro de Gênesis relata dez origens começando com a origem (geração) do universo e se estendendo a origem de figuras centrais do povo de Deus.

Dez origens no livro de Gênesis:

Origem do Universo Gn 2:4
Origem de Adão Gn 5:1
Origem de Noé Gn 6:9
Origem dos filhos de Noé Gn 10:1
Origem de Sem Gn 11:10
Origem de Terá Gn 11:27
Origem de Ismael Gn 25:12
Origem de Isaque Gn 25:19
Origem de Esaú Gn 36:1, 9
Origem de Jacó Gn 37:2

Autoria

Moisés é o autor fundamental de todo Pentateuco, não o autor de toda extensão do texto, podemos dizer que ele “compôs a forma essencial” (Bruce Waltke).

Destinatários

O povo do pacto, a nação escolhida para abençoar todos os povos, e, finalmente, todos os povos. Nesse momento específico da história os israelitas, saindo do Egito indo rumo à terra prometida. Para entender o que estava acontecendo eles precisavam conhecer Deus. Deus estava cumprindo aquilo que prometera anteriormente aos patriarcas:

  Ex 2:24 – Ouvindo Deus o seu gemido, lembrou-se da sua aliança com Abraão,   com Isaque e com Jacó.

Ex 3:6 – Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o   Deus de Jacó. Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para   Deus.

Ex 3:15 – Disse Deus ainda mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O Senhor, o Deus   de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.

A importância de um contexto histórico

É importante perceber a diferença entre nós recebendo a mensagem do livro de Gênesis e o povo de Israel que originalmente receberam essa mensagem. Naquele contexto Moisés escreveu para afirmar ao povo que Deus estava agindo, o povo precisava confiar no Deus criador. Quando Deus criou todas as coisas, ele as criou com o propósito de se gloriar naquilo que criou.
Tudo que fez era bom, não porque não existia conflito, mas porque revelava a soberania e majestade de Deus sobre a sua criação. Satanás jamais conseguiu frustrar qualquer plano de Deus quando introduziu o pecado no mundo. Deus não precisou de um segundo plano, O plano de glorificação de Deus nunca foi frustrado, da mesma forma que a morte de Jesus na cruz não foi a derrota de Deus e a vitória de Satanás.
Tudo era bom porque Deus sabia que tudo servia para cumprir os seus propósitos eternos, de glorificação própria através de Jesus, apesar falibilidade do homem. Desta forma podemos ver que em toda e qualquer narrativa bíblica o grande herói da história é o Soberano Deus.

Dois pontos a destacar

1 – Deus tem motivo para criar Motivo
Deus cria com o desejo de se revelar além da comunhão trinitária. “e disse Deus”, ele se expressou para fora da trindade.
Deus desejava ser adorado, servido, glorificado. Deus, agindo dentro de suas características, nunca negando os seus atributos, se move para fora da trindade e nesse movimento cria o cosmos com o propósito de se revelar e chamar à comunhão seres que o glorifiquem
Mais adiante as Escrituras deixam bem claro o desejo de Deus de ser adorado:
Sl 22:23 (Israel deve glorificar a Deus);
 Is 24:15 (Toda terra glorificará Deus);
Mt 5:16 (Deus será glorificado através dos discípulos de Jesus);
 Rm 15:6 (Deus é glorificado na comunhão dos santos)
1Co 9:13 (Deus é glorificado no serviço dos santos).
2 – Deus se revela no ato da criação

“No princípio, criou Deus os céus e a terra.”

Somente Deus…
Moisés apresenta Deus sozinho no ato da criação, no início do tempo e da história.
Deus:
                Eterno, Todo-poderoso, Sábio, Criativo,
                Atemporal (no princípio Deus já estava…),
                Capaz de gerar tudo a partir do nada.

“A criação inicia a partir na ação de Deus e, segundo Apocalipse, a sua forma mais sublime e perfeita será alcançada quando o tempo terminar, quando acontecer a consumação.” (Ap 21:1-7; 22:5)

Estrutura do Livro de Gênesis

Algumas narrativas bíblicas em Gênesis merecem destaque, pois delimitam certa divisão desse primeiro livro da bíblia:

Narrativas em Gênesis

01 História Primeva

02 História de Abraão

03 História de Jacó

04 História de José

Vale salientar que no livro de Gênesis se encontram quatro das sete alianças de Deus fez com o homem:

Alianças em Gênesis

Interpretações de Gênesis 1 e 2

Nenhuma confissão protestante fecha o assunto, o documento histórico mais ousado nesse ponto é a confissão de fé de Westminster, essa confissão fala de seis dias.
“CAPÍTULO IV – DA CRIAÇÃO
I. Ao princípio aprouve a Deus o Pai, o Filho e o Espírito Santo, para a manifestação da glória do seu eterno poder, sabedoria e bondade, criar ou fazer do nada, no espaço de seis dias, e tudo muito bom, o mundo e tudo o que nele há, visíveis ou invisíveis.”
O que define a nossa fé é o consenso geral da igreja expresso em suas confissões e o consenso geral da igreja quanto à criação é “Creio em Deus Pai todo-poderoso Criador do céu e da terra”, a resposta para a pergunta como foi criado está aberto para debate.

Principais modos de interpretação de Gn 1 e 2

→ Criação em um único dia (um único momento);
→ Criação em seis dias literais de 24 horas – Criação recente;
→ Teoria da Lacuna;
→ Evolucionismo Teísta – Conceito de “Dias-Eras”;
→ Paralelismo Hebraico – Estrutura Literária.
Criação em um único dia (um único momento)
Posição de Orígenes (Séc. III), Agostinho (Séc. IV), Anselmo (Séc. VI)
Criação em seis dias é interpretada como estágios da revelação ou estágios do conhecimento da revelação. Os seis dias podem ser vistos como Deus revelando de pouco a pouco que ele criou tudo em um único momento (único dia – “no dia da Criação”), ou pode significar a forma como nós vamos aprendendo como Deus criou todas as coisas. A diferença entre as versões pode ser uma tentativa de harmonizar uma suposta discordância entre os capítulos 1 e 2 de Gênesis.
TEXTOS BASE PARA ESSA   INTERPRETAÇÃO
Versões que usam o termo dia Versões que não usam o termo dia
Almeida Revista e Corrigida Almeida Revista e Atualizada
Gn 2:4 – Estas são as origens dos céus e da terra, quando   foram criados; no dia em que o   Senhor Deus fez a terra e os céus. Gn 2:4 – Esta é a gênese dos céus e da terra quando foram   criados, quando o Senhor Deus   os criou.
Gn 5:2 – ESTE é o livro das gerações de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à   semelhança de Deus o fez. Gn 5:2 – Este é o livro da genealogia de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à   semelhança de Deus o fez;
King James Version New International Version
Gn 2:4 – These are the generations of the heavens and of the earth   when they were created, in the day that the Lord God made the earth and the heavens, Gn 2:4 – This is the account of the heavens and the earth when   they were created, when the   Lord God made the earth and the heavens,
Gn 5:2 – Male and female created he them; and blessed them,   and called their name Adam, in the day when they were created. Gn 5:2 – He created them male and female and blessed them. And   he named them “Mankind” when   they were created.
Clement VIII. (1946; 2007). Biblia Sacra juxta Vulgatam   Clementinam Nova Versão Internacional
Gn 2:4 – Istæ sunt generationes cæli   et terræ, quando creata sunt, in die quo fecit Dominus Deus cælum et terram, Gn 2:4 – Esta é a história das origens dos céus e da terra, no tempo em que foram criados:   Quando o Senhor Deus fez a terra e os céus,
Gn 5:2 – Masculum et feminam creavit   eos, et benedixit illis : et vocavit nomen eorum Adam, in die quo creati sunt. Gn 5:2 – homem e mulher os criou. Quando foram criados, ele os abençoou e   os chamou Homem.
Rahlfs, A. (1935; 2007). Septuaginta Nova Tradução na Linguagem de Hoje
Gn 2:4 – αυτη η βιβλος γενεσεως ουρανου   και γης οτε εγενετο η ημερα εποιησεν ο θεος τον ουρανον και την γην,  Gn 2:4 – E foi assim que o céu e a terra foram criados.
Gn 5:2 – αρσεν και θηλυ εποιησεν αυτους   και ευλογησεν αυτους και επωνομασεν το ονομα αυτων αδαμ η ημερα εποιησεν αυτους. Gn 5:2 – Deus os criou homem e mulher, e os abençoou, e lhes deu o nome   de “humanidade”.
Criação em seis dias literais de 24 horas – “Criação recente”
Posição de Teófilo de Antioquia (Séc. II), “Ambrósio de Milão”(Séc. IV), Basílio de Cesaréia (Séc. IV), Martinho Lutero (Séc. XVI), João Calvino (Séc. XVI), John MacArthur (Séc. XXI), Adauto Lourenço (Séc. XXI)
Posição mais comum na história da igreja.
Interpretação literal de Gênesis 1, a criação em seis dias literais de 24 horas.
A terra foi criada plenamente desenvolvida, portanto com a aparência de antiguidade, tem idade entre 6.000 a 20.000.
A partir de uma contagem nas genealogias se chegaria a idade de aproximadamente 6.000 anos literais, uma criação recente.
Teoria da Lacuna
Posição de Cyrus Ingerson Scofield (Séc. IXX), Arthur Custance (Séc. XX)
Existe um longo período de tempo entre os versículos 1:1 e 1:2 de Gênesis. O versículo 1:1 trata da criação primeva (criação original) Entre 1:1 e 1:2 existe a criação dos anjos, do paraíso, a rebelião dos anjos, a expulsão dos anjos do paraíso e a partir do verso 1:2 é citada a recriação da criação original. Gênesis 1:1 aconteceu há milhões (bilhões) de anos atrás. Gênesis 1:2 aconteceu há aproximadamente 6000 anos atrás, quando Deus refez o mundo e criou Adão e Eva.
“Alguns defensores dessa posição afirmam que os dinossauros e homens das cavernas habitaram essa pré-criação. A divina comédia, de Dante Alighieri, O Paraíso perdido, de John Milton e os comentários da Bíblia de Scofield popularizaram esta noção”. (Franklin Ferreira)
Objeção: No texto hebraico não há indicação desse intervalo. Mesmo quando a bíblia cita a rebelião dos anjos ela não cita nenhuma data (Is 14 e Ez 28).
Evolucionismo Teísta – Conceito de “Dias-Eras”
Posição de Charles Hodge (Séc. IXX), B. B. warfild (Séc. IXX), Francis Schaeffer (Séc. IXX), C. S. Lewis (Séc. XX), Derek Kidner (Séc. XX), John Stott (Séc. XX).
“Uma tentativa de harmonizar Gênesis com a ciência”.
Deus criou tudo em dias literais de 24 horas, mas cada um desses dias literais representam uma grande era distinta. Ou seja, cada era começa com a intervenção de Deus, por isso os dias são registrados e essas eras teriam milhares ou milhões de anos.
Alguns conciliam as eras geológicas com esses dias-eras da criação.
Acredita-se que essa posição tenha sido determinada após as grandes descobertas geológicas do século IXX. Seria uma tentativa de harmonizar o relato da criação com as novas descobertas científicas.
Se distingui do evolucionismo da evolução, crendo na evolução não como teoria, mas como dogma científico, discordando do evolucionismo como sistema que se levanta contra Deus (Não compartilham da cosmovisão evolucionistas). Tentando conciliar os dados da ciência que afirmam evolução na criação com uma ênfase em Deus como criador.
Em Gênesis 1 Deus criou um tipo de homem (humanóide) aos  milhares e em Gênesis 2 Deus escolheu um casal e fez uma aliança com eles. Esses seres humanos criados no capítulo 1 de Gênesis não tem um relacionamento afetivo com Deus, somente a partir do casal do capítulo 2 (Adão e Eva) a humanidade tem esse relacionamento com Deus. A ideia vem do fato de somente a partir desse casal, agora nomeado por Deus, se inicia o pacto entre Deus e o homem. Então temos Adão, o cabeça da humanidade.
“Os proponentes desta teoria acreditam que Deus criou todas as coisas, utilizando processos naturais durante muito tempo, mas algumas vezes interveio diretamente para criar novas coisas. O universo físico evoluiu do Big Bang, e depois que as condições se tornaram suficientes para sustentar a vida, Deus criou coisas vivas diretamente.” (Franklin Ferreira)
Paralelismo Hebraico (Estrutura Literária) – “Dia Pictórico”
Posição de “Tomás de Aquino” (Séc. XIII), Henri Blocher (Séc. XX), N. H. Ridderbos (Séc. XX), Bruce Waltke (Séc. XX), Franklin Ferreira (Séc. XXI) e Luiz Sayão (Séc. XXI)
O texto deve ser interpretado como fazendo parte de uma estrutura literária, ou seja, Gn 1 e 2 busca comunicar uma ideia teológica através de uma estrutura tópica e não cronológica. Sendo assim, esses dois capítulos são vistos como textos complementares e não contraditórios.
Não há dois tipos de criação, o que há são duas imagens que apresentam a relação entre Deus e a sua criação.
Gênesis 1 ressalta um aspecto da divindade – Transcendente (Ec 5:1-2)
  • Deus acima de todas as coisas
  • Seu ser é maior que qualquer coisa criada
  • As coisas são criadas a partir das Suas ordens
Gênesis 2 ressalta outro aspecto da divindade – Imanência
  • Deus Pessoal
  • Deus que mete a mão no barro para fazer o homem
  • Deus que está presente na história
 Na narrativa da criação existe um paralelismo que orienta a narrativa:
PARALELISMO NA NARRATIVA DA CRIAÇÃO
Distinção
Ornamentação
1º dia – (1:3) Luz – trevas (dia-noite) 4º dia – (1:14) Sol – lua, estrelas
2º dia – (1:7) Céu – mares 5º dia – (1:21) Pássaros – peixes
3º dia – (1:9) 3º dia – (1:11) Terra seca Vegetação 6º dia – (1:24) 6º dia – (1:27) Animais terrestres Homem – mulher
7º dia – (2:1-3) Descanso do Rei Criador
As obras dos três primeiros dias são vistas como obras de distinção, as várias partes da criação são distinguidas umas das outras.
As obras dos três últimos dias são vistas como obras de ornamentação.
Quarto dia, as luzes adornam o céu. Quinto dia, os pássaros e os peixes, são criados para embelezar a terra. Sexto dia são criados os animais para viverem na terra.
Não existe incompatibilidade em afirmar que as obras de criação e ornamento podem ter ocorrido em um único dia, como uma criação simultânea. Aqui os dias são vistos como imagens que revelam a criação.
“A criação é descrita como uma representação artística e literária da criação  destinada a fortificar a aliança divina com a criação. Ela apresenta verdades sobre as origens em linguagem antropomórficas, de modo que a comunidade pactual pudesse ter uma visão ampla e própria, e ser sábia para a salvação.” (Bruce Waltke)
“A Preocupação do narrador não é científica nem tampouco histórica, mas é fundamentalmente teológica, buscando contrastar a realidade da origem das coisas com os mitos pagãos que cercavam o público ouvinte. A ausência de uma ordem cronológica na narrativa aponta para o desejo do autor em enfatizar o ponto teológico apresentado. O seu desejo é apontar para Deus como aquele criou tudo e exerce domínio sobre tudo, inclusive dos oceanos, do sol e da lua.” (Bruce Waltke)

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Comentários sobre Genesis 1 e 2

Capítulo 1

• Versículos 1-2                  – Deus cria os céus e a terra;
• Versículos 3-5                  – A criação da luz;
• Versículos 6-13                – Deus separa a terra das águas – Faz frutífera a terra;
• Versículos 14-19              – Deus forma o sol, a lua e as estrelas;
• Versículos 20-25              – Deus cria os animais;
• Versículos 26-28              – O homem, criado a imagem de Deus;
• Versículos 29-30              – Designação dos alimentos;
• Versículos 31                    – Finalização e aprovação da obra da criação.
Interpretando os capítulos 1 e 2 de Gênesis (A base)
Analisando alguns termos de 1:1 e 1:2.
Gn 1:1-2:“1No princípio, criou Deus os céus e a terra.
2A terra, porém, estava sem forma e vazia;
havia trevas sobre a face do abismo,
e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas.” (ARA)
Verso 1
  • Princípio (reshit)
Em Dt 21:17           – Primogênito;
Em Dt 33:21           – Melhor parte;
Em Jó 8:7                – Primeiro estado;
  • Criou (bara’)
O termo seguido de Deus (Elohim) afirma a ação criadora de Deus. Trazendo em si o sentido de trazer algo à existência a partir do nada, conceito da creatio ex nihilo (criação a partir de nenhuma substância pré-existente).
  • Céus e terra
Pelo fato da língua hebraica não ter um termo que denomine o universo o autor usa essa expressão para descrever aquilo que ele e os seus leitores concebiam como criação de Elohim (Lugar que pisam e tudo que veem no céu).
Podemos chamar essas partes de um todo de “merisma”, esse “merisma serve para expressar aquilo que é maior e mais abrangente do que as partes, sendo tudo isso feito por Deus, ou seja, fazem parte da Sua criação.”
Vale ressaltar dois pontos:
1-      Moisés e seus leitores não tinham a mesma visão da terra e do espaço que temos hoje. Não podemos ler Gênesis a partir da nossa perspectiva.
2-      Para outros povos que os rodeavam viam esses elementos como se fossem deuses;
O propósito do verso 1 é declarar Elohim como criador de todas as coisas.
 Verso 2:
  • Terra (eretz)
O verso 2 limita a amplitude da descrição do autor, agora ele passa a falar somente da terra para descrever o lugar onde os homens habitam. A terra para o autor e seus leitores compreende um lugar geográfico com fronteiras conhecidas e que podia ser descrito por eles.
  • Sem forma e vazia
A primeira descrição que o autor dá ao lugar da habitação humana revela o seu inadequado estado para acomodá-los, vemos aqui um estado impróprio para a habitação humana. É a partir desse ponto que o autor informa os leitores sobre o trabalho de Elohim para tornar a terra um local que possa acomodar o homem que será criado posteriormente.
A terra já era boa mais ainda não estava adequada ao seu propósito final. Servir de habitação para o homem.
  • Espírito de Deus pairava por sobre as águas
Apesar de o ambiente não ser favorável à habitação humana o elemento essencial para que isso possa acontecer já estava presente. As “trevas sobre a face do abismo” só revelam com mais intensidade o ambiente impróprio para a presença humana. A terra criada por Yahweh no princípio aguardam a ação do Espírito para que o mesmo chame a vida à existência, trazendo, luz forma e organização ao ambiente que servirá como morada do homem. É o Espirito Santo que promove cria as condições para que o homem viva.
“O primeiro versículo da Bíblia nos dá um relato satisfatório e útil da origem da terra e dos céus. A fé do cristão simples entende isto melhor que a fantasia dos homens mais cultos”. ( Matthew Henry)
  • Deus é o Criador de tudo que vemos no céu e na terra;
  • Antes que o ambiente fosse favorável à habitação humana o Espirito de Deus já se fazia presente.
  • O Espírito que promoverá a condição para a vida humana na terra é o mesmo que promoverá a vida eterna ao homem.
“Numa alma sem graça, que não tem nascido de novo, há desordem, confusão e toda má obra; está vazia de todo bem porque está sem Deus; é escura, é as próprias trevas: este é o nosso estado por natureza, até que a graça do Todo Poderoso efetua em nós uma mudança.” ( Matthew Henry)
Versículos 3-5 – Primeiro dia
3Disse Deus: Haja luz; e houve luz. 4E viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas. 5Chamou Deus à luz Dia e às trevas, Noite. Houve tarde e manhã, o primeiro dia.” (ARA)
Dia da criação
Comparação com o novo nascimento
1º dia   (v.3-5)
Luz   – trevas
(dia-noite)
  •   Primeira obra do Espirito Santo no coração do   regenerado é gerar Luz.
  •   Onde havia trevas surge luz.
“A luz que Deus quis, foi aprovada. Deus separou a luz das trevas, pois, que comunhão tem a luz com as trevas?
Nos céus há perfeita luz e não há trevas; no inferno, a escuridão é absoluta e não existe um raio de luz. O dia e a noite são do Senhor; usemos ambos para sua honra: cada dia no trabalho para Ele e descansando nEle cada noite. Meditando dia e noite em sua lei.” ( Matthew Henry)

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